Nem a expectativa parecia suficiente: "A Odisseia" estreia com 98% no Rotten Tomatoes e confirma Christopher Nolan entre os grandes nomes do cinema atual
- Pop MidiaBR

- há 10 horas
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Poucos diretores conseguem transformar um lançamento em um acontecimento antes mesmo de o público chegar às salas de cinema. Christopher Nolan é um deles. E, ao que tudo indica, "A Odisseia" (The Odyssey) caminha para repetir esse fenômeno.

Após o fim do embargo das críticas internacionais, o longa chegou ao Rotten Tomatoes com 98% de aprovação, baseado em 78 avaliações da imprensa especializada. O resultado coloca a produção entre os filmes mais bem recebidos da carreira do diretor e reforça o status de um dos projetos mais aguardados de 2026.
Mais do que um número expressivo, a recepção indica que Nolan conseguiu transformar um dos textos mais influentes da literatura ocidental em uma superprodução capaz de equilibrar espetáculo, ambição técnica e narrativa emocional.
Um feito raro para produções desse porte
Blockbusters costumam enfrentar um desafio conhecido: quanto maior a expectativa, maior a dificuldade de agradar a crítica de forma quase unânime.
No caso de "A Odisseia", o cenário foi diferente.
As primeiras análises destacam a grandiosidade das sequências filmadas integralmente em IMAX, a escala das cenas de ação e as atuações do elenco liderado por Matt Damon, acompanhado por nomes como Anne Hathaway, Tom Holland, Zendaya, Robert Pattinson, Charlize Theron e Lupita Nyong'o. Críticos também apontam que o longa preserva a assinatura autoral de Nolan mesmo adaptando um dos textos mais conhecidos da Antiguidade.
O peso de um Rotten Tomatoes tão alto
Embora a nota do Rotten Tomatoes possa oscilar conforme novas avaliações são publicadas, estrear próximo da aprovação máxima costuma ser um indicativo importante.
Historicamente, produções que iniciam sua trajetória acima dos 95% tendem a consolidar forte prestígio crítico, fator que influencia debates durante a temporada de premiações e amplia o interesse do público geral.
No caso de Nolan, o desempenho também fortalece uma sequência impressionante iniciada com "Dunkirk", consolidada por "Oppenheimer" e agora ampliada por "A Odisseia". Para parte da crítica internacional, o novo filme já desponta como uma das obras mais ambiciosas da carreira do cineasta.
Uma adaptação que parecia impossível
Baseado no clássico poema atribuído a Homero, o filme acompanha a longa jornada de Odisseu após a Guerra de Troia, enfrentando criaturas mitológicas, desafios impostos pelos deuses e o desejo constante de retornar para casa.
Durante décadas, a obra foi considerada praticamente impossível de adaptar em toda sua dimensão épica para o cinema contemporâneo. Nolan, porém, apostou justamente nessa dificuldade como combustível criativo.
A produção também entrou para a história por ser o primeiro longa totalmente filmado utilizando as novas câmeras IMAX de 70 mm desenvolvidas para suportar cenas completas de diálogo, ampliando ainda mais a experiência visual que se tornou marca registrada do diretor.
O impacto antes mesmo da estreia
A repercussão positiva acontece em um momento estratégico.
Além da aprovação da crítica, "A Odisseia" já havia registrado uma procura incomum por ingressos em sessões especiais de IMAX meses antes da estreia, demonstrando o tamanho da expectativa em torno do projeto. Agora, com a recepção amplamente favorável, a tendência é que o longa ganhe ainda mais força nas bilheterias globais.
Para o público brasileiro, o desempenho inicial também aumenta a expectativa por aquela que promete ser uma das maiores estreias cinematográficas do ano.
















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