Finn Wolfhard coloca suas influências britânicas em evidência no novo álbum 'Fire From The Hip'
- Pop MidiaBR

- há 3 dias
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Durante anos, Finn Wolfhard carregou um desafio comum entre atores que tentam construir uma carreira na música: convencer o público de que existe um artista além do rosto conhecido das telas. Agora, em um momento decisivo da sua trajetória, o canadense parece finalmente inverter essa lógica.

Enquanto promove Fire From The Hip, seu novo álbum lançado nesta semana, Wolfhard também abriu espaço para falar sobre as bandas britânicas que moldaram seu gosto musical. A resposta veio em tom bem-humorado: "There’s a billion" ("existem bilhões"), antes de citar alguns de seus grupos favoritos em entrevistas recentes.
Mais do que uma curiosidade para fãs, a declaração ajuda a explicar por que seu trabalho autoral se distancia cada vez mais da imagem do astro adolescente revelado por Stranger Things.
Muito além do ator: a música sempre esteve no centro
Embora o grande público conheça Finn Wolfhard como Mike Wheeler, da série da Netflix, sua relação com a música começou muito antes de pensar em uma carreira solo.
Primeiro veio a banda Calpurnia, depois o projeto The Aubreys. Em ambos, o artista demonstrava uma forte inclinação para o indie rock, guitarras lo-fi e composições bastante influenciadas pelo rock alternativo dos anos 1990 e 2000.
Nos últimos anos, porém, o músico passou a escrever letras muito mais pessoais, abandonando parte das narrativas ficcionais que marcavam seus trabalhos iniciais. Em entrevistas recentes, ele explicou que o amadurecimento como compositor aconteceu justamente quando decidiu transformar experiências reais em canções, processo que também deu origem ao novo disco.
As bandas britânicas que ajudaram a formar seu repertório
Ao comentar sua paixão pela música britânica, Wolfhard brincou dizendo que seria impossível escolher apenas algumas bandas.
Mesmo assim, entrevistas recentes mostram uma coleção consistente de influências vindas do Reino Unido.
Entre os artistas frequentemente associados ao gosto musical do cantor aparecem nomes como:
The Beatles;
Arctic Monkeys;
Blur;
Oasis;
Teenage Fanclub (embora escocesa, uma das referências constantes do músico);
além de outras bandas ligadas ao rock alternativo britânico.
O próprio artista já destacou em diferentes conversas que The Beatles tiveram um papel decisivo em sua infância. O álbum Help! foi um dos primeiros discos que ouviu repetidamente e despertou tanto seu interesse pela música quanto pela possibilidade de conciliar atuação e carreira musical. Publicações como The Quietus e Marie Claire registraram esse relato em entrevistas concedidas antes do lançamento de seus projetos solo.
Essa mistura de referências explica por que suas músicas transitam entre indie rock, power pop, folk e elementos de garage rock sem parecerem presas a um único estilo.
"Fire From The Hip" representa uma nova fase
O lançamento de Fire From The Hip marca mais do que um novo álbum.
Na prática, o disco simboliza o momento em que Finn Wolfhard passa a tratar sua produção musical como prioridade artística.
Segundo entrevista publicada pela Vogue, o músico define o trabalho como uma espécie de "cápsula do tempo", construída a partir das mudanças vividas após o encerramento das gravações de Stranger Things. O álbum reúne composições inspiradas por deslocamentos, amadurecimento, amizades e ansiedade, mas sem abandonar a atmosfera leve que sempre caracterizou sua escrita.
Musicalmente, o projeto também amplia o leque de influências do artista, incorporando elementos de folk, indie pop, rock alternativo e até pequenas referências ao country contemporâneo.
O fim de Stranger Things abriu espaço para outro protagonista
Existe um simbolismo interessante nesse momento da carreira de Wolfhard.
Durante quase uma década, sua agenda esteve inevitavelmente ligada à série da Netflix. Com o encerramento da produção, abriu-se uma oportunidade rara: construir uma identidade pública que não dependa exclusivamente de Hollywood.
O próprio artista já afirmou que pretende equilibrar cinema e música, mas também deixou claro que deseja escolher papéis com mais critério enquanto investe em turnês e gravações.
Essa mudança de posicionamento acompanha um movimento cada vez mais comum entre atores da nova geração, que buscam desenvolver carreiras criativas paralelas sem que uma anule a outra.
O impacto para os fãs brasileiros
No Brasil, Finn Wolfhard sempre teve uma base extremamente fiel por causa de Stranger Things. Entretanto, seu crescimento como músico começa a despertar interesse também entre ouvintes de indie rock e rock alternativo que talvez nem acompanhem sua carreira como ator.
As referências britânicas, somadas à influência de artistas independentes da cena canadense e norte-americana, aproximam seu trabalho de um público que valoriza discos autorais e produções menos comerciais.
Embora ainda não existam apresentações confirmadas no país, fãs brasileiros frequentemente pedem uma passagem pela América Latina nas redes sociais e em sessões de perguntas promovidas pelo músico.
Uma carreira que finalmente encontrou equilíbrio?
Durante muito tempo, parecia inevitável que toda notícia sobre Finn Wolfhard começasse lembrando seu papel em Stranger Things.
Hoje, a situação começa a mudar.
O lançamento de Fire From The Hip, aliado às entrevistas nas quais compartilha suas referências musicais — incluindo sua paixão por bandas britânicas — mostra um artista cada vez mais confortável em construir uma identidade própria.
Se antes a música era vista como um projeto paralelo de um astro da televisão, agora ela parece ocupar exatamente o lugar que Wolfhard sempre buscou: o centro da conversa.
















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