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Fogo e sangue: Terceira temporada de ‘House Of The Dragon’ estreia redimindo ritmo recente e prometendo ruína.

Após um hiato de dois anos que testou a paciência até dos meistres mais resilientes de Westeros, a HBO e o streaming Max abriram as portas para a terceira temporada de House of the Dragon neste domingo (21).



O retorno não foi apenas aguardado; ele carregava a imensa responsabilidade de responder às críticas sobre o desfecho anticlimático do segundo ano e entregar, de fato, a devastação prometida pela guerra civil dos Targaryen.


O resultado? Uma estreia de 72 minutos que não hesitou em chocar, mostrando que o showrunner Ryan Condal usou o tempo de produção para ajustar os rumos da narrativa.


O Resumo: A Conta Chegou na Batalha do Guela (The Gullet)

Se a segunda temporada terminou com a sensação de que as peças estavam apenas se posicionando no tabuleiro, o primeiro episódio do terceiro ano, intitulado "Salt and Sea, Fire and Blood", jogou o espectador direto no turbilhão da ação. O capítulo operou quase como o clímax "renegado" que faltou no ano anterior.


O foco central foi a aguardada Batalha do Guela (Battle of the Gullet), um dos confrontos marítimos mais sangrentos descritos no livro Fogo & Sangue, de George R. R. Martin. A frota de Corlys Velaryon (Steve Toussaint), o Serpente Marinha, enfrentou o poder da Triarquia em um embate visceral que misturou táticas navais clássicas com o terror aéreo dos dragões.


Enquanto a fumaça subia nos mares, a dinâmica política em terra se mostrava igualmente fraturada:


  • Em Dragonstone: Rhaenyra Targaryen (Emma D'Arcy) tenta equilibrar a vantagem militar obtida pelos "sementes de dragão" (os bastardos que dominaram as feras) com o peso da traição velada e os sacrifícios humanos da guerra.

  • Em Porto Real: Com Aegon II (Tom Glynn-Carney) severamente ferido e em fuga estratégica arquitetada por Larys Strong (Matthew Needham), o caminho ficou livre para o príncipe regente Aemond (Ewan Mitchell) assumir o controle total, exibindo uma arrogância que beira a insanidade.



Recepção do Público: Alívio e Choque nas Redes Sociais

A recepção imediata nas redes sociais e plataformas como o IMDb e Rotten Tomatoes reflete um misto de catarse e o clássico "pânico" que os fãs do universo de Game of Thrones conhecem bem. O sentimento geral é de alívio.


A decisão de iniciar a temporada com uma grande batalha acalmou os espectadores frustrados pelo ritmo lento de 2024. A escala visual do confronto no mar e o uso dos efeitos especiais nos dragões foram amplamente elogiados, colocando o episódio entre os mais bem avaliados da franquia recente. No entanto, o tom sombrio e o preço cobrado em vidas logo no primeiro episódio serviram como um lembrete incômodo: na dança dos dragões, ninguém está seguro.


O veredito das redes: "Isso sim parecia uma season finale, mas é só o começo. O ritmo mudou completamente", destacou um dos comentários mais curtidos no X (antigo Twitter) durante a exibição simultânea.


O Que Mais Esperar do Terceiro Ano?

Com um formato conciso de oito episódios (que serão exibidos semanalmente até 9 de agosto), a terceira temporada promete ser a mais brutal e compacta até aqui. A HBO já confirmou que a série terminará em seu quarto ano, o que significa que os próximos sete episódios serão uma descida ladeira abaixo em direção ao colapso da dinastia Targaryen.


1. Novas Peças no Tabuleiro

A temporada introduz figuras de peso que devem ditar o ritmo dos exércitos em terra. Entre os destaques estão James Norton como Ormund Hightower, comandante de uma vasta força militar no Sul, e o veterano Tommy Flanagan (Sons of Anarchy) no papel de Ser Roderick Dustin, o líder dos "Lobos do Inverno" — a temida e implacável força nortista enviada para apoiar os Negros de Rhaenyra.


2. A Queda de Porto Real e o Destino de Criston Cole

As prévias indicam que a marcha de Ser Criston Cole (Fabien Frankel) em direção a Harrenhal e o avanço das forças aliadas criarão o cenário perfeito para que Rhaenyra faça seu movimento mais ousado contra a capital. A grande questão que paira no ar é até onde irá a cumplicidade silenciosa entre a Rainha Negra e Alicent Hightower (Olivia Cooke) após o pacto secreto que selaram no passado.

House of the Dragon retornou provando que o prestígio dos domingos à noite da HBO ainda tem força total. Se o primeiro episódio servir de termômetro, a terceira temporada não poupará o público do fogo, do sangue e, principalmente, das consequências trágicas da ambição humana.

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