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Sombr, Lola Young e EJAE ganham espaço na banca do Grammy

A indústria musical vive um momento de renovação, e a Recording Academy acaba de dar um novo sinal dessa transformação. Os artistas Sombr, Lola Young e EJAE estão entre os nomes convidados para integrar a organização responsável pelo Grammy, uma movimentação que coloca três representantes da nova geração no centro das decisões sobre o futuro da música.



O convite não representa apenas um reconhecimento individual. Dentro da estrutura da Academia, a entrada de novos membros significa ampliar a participação de artistas, compositores, produtores e profissionais que ajudam a definir quais vozes terão espaço na principal premiação da música mundial.


A iniciativa faz parte de um esforço contínuo da Recording Academy para modernizar seu quadro de integrantes e aproximar a instituição de uma indústria cada vez mais diversa, digital e global.


Quem são os novos nomes que chamaram atenção da Academia

O britânico-americano Sombr, nome artístico de Shane Boose, ganhou destaque com uma sonoridade que mistura indie pop, rock alternativo e elementos do bedroom pop. O artista se tornou um dos nomes mais comentados da nova geração após conquistar público nas plataformas digitais com músicas marcadas por letras confessionais e produção intimista.


Já a britânica Lola Young vem construindo uma trajetória baseada em uma combinação de soul, pop alternativo e influências do R&B. Conhecida pela voz potente e por composições que exploram vulnerabilidade e experiências pessoais, a cantora passou de promessa independente a um dos nomes mais observados do mercado internacional.


A sul-coreana-americana EJAE, por sua vez, representa uma conexão diferente dentro dessa nova fase da indústria. Além de cantora, ela ganhou reconhecimento como compositora e participou da criação de músicas ligadas ao universo do K-pop, incluindo trabalhos associados ao fenômeno global KPop Demon Hunters.


A presença dos três artistas evidencia uma tendência: a Recording Academy busca acompanhar uma geração que transita entre gêneros, plataformas e mercados diferentes.


Por que a entrada na Recording Academy importa

Ser convidado para integrar a Recording Academy não significa automaticamente uma indicação ao Grammy, mas representa uma aproximação direta com a instituição que organiza uma das maiores premiações musicais do planeta.


Os membros da Academia participam de processos como votações do Grammy, discussões sobre políticas da indústria e iniciativas relacionadas a direitos autorais, educação musical e representação profissional.


Nos últimos anos, a organização tem ampliado seus esforços para incluir mais mulheres, jovens artistas e profissionais de diferentes comunidades musicais, após críticas históricas sobre falta de diversidade entre seus integrantes.


Uma indústria que mudou — e o Grammy precisou acompanhar

A ascensão de artistas como Sombr, Lola Young e EJAE acontece em um cenário completamente diferente daquele que dominava a música no início dos anos 2000.


Antes, a construção de uma carreira dependia principalmente de grandes gravadoras, rádio e televisão. Hoje, plataformas digitais permitem que artistas independentes alcancem milhões de ouvintes antes mesmo de um lançamento tradicional.


Esse novo modelo também mudou a forma como a Recording Academy observa relevância artística.


Músicos que crescem em comunidades online, viralizam em redes sociais ou conquistam públicos específicos passaram a ter maior influência cultural, mesmo sem seguir os caminhos tradicionais da indústria.


Segundo a própria Academia (e repercussões como a análise da Gold Derby), foram enviados convites para mais de 4.000 profissionais da música, entre artistas, compositores, produtores, engenheiros e outros criadores.


Entre os nomes de maior destaque estão:

  • Sleeping With Sirens — banda americana de post-hardcore que ganhou força na cena alternativa dos anos 2010.

  • Paris Jackson — cantora e compositora, filha de Michael Jackson, que vem construindo carreira própria na música.

  • Sampa the Great — rapper e compositora zambiana-australiana, conhecida pelo trabalho que mistura hip-hop, jazz e soul.

  • Dodie — cantora e compositora britânica que ganhou notoriedade inicialmente pela internet.

  • Rachel Chinouriri — cantora britânica de indie pop e soul.

  • Ela Taubert — cantora colombiana representante da nova geração do pop latino.

  • Trivium — banda americana de metal que passa a integrar a Academia como representante do gênero pesado.


A lista também chama atenção porque reúne artistas de diferentes momentos de carreira: de nomes emergentes como Sombr e Lola Young a músicos já consolidados em nichos específicos. A Recording Academy informou que a nova classe inclui mais de 3.100 possíveis membros votantes e mais de 900 membros profissionais, com forte presença de jovens criadores, mulheres e artistas de diferentes origens culturais.


O futuro do Grammy passa pela nova geração

O convite para Sombr, Lola Young e EJAE chega em um momento estratégico para a Recording Academy.


Ao incluir artistas que representam diferentes caminhos da música contemporânea, a instituição tenta equilibrar sua tradição histórica com a necessidade de acompanhar uma indústria em constante transformação.


Mais do que uma celebração de novos talentos, a entrada dos três artistas simboliza uma mudança de perspectiva: o futuro da música será definido por vozes que surgem de diferentes cenas, culturas e plataformas — e a Academia quer participar dessa conversa desde o começo.

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