Spotify remove streams de música que liderava ranking nos EUA após suspeita de manipulação
- Pop MidiaBR

- há 3 horas
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Uma das músicas mais comentadas da semana nos Estados Unidos perdeu o posto de número 1 no Spotify após a plataforma identificar indícios de reprodução artificial. A faixa "Earrings", do cantor Malcolm Todd, teve mais de 500 mil streams removidos depois que o serviço detectou atividade considerada suspeita.

Segundo o jornal britânico Financial Times, a música registrou um salto incomum de reproduções em poucos dias, o que a levou ao topo do ranking diário do Spotify nos Estados Unidos. Após uma investigação interna, a plataforma recalculou os números e a canção caiu para a quarta posição.
Aposta em mercado de previsões levantou suspeitas
O caso ganhou ainda mais repercussão porque o crescimento repentino da faixa coincidiu com um volume atípico de apostas na plataforma de previsões Kalshi, onde usuários podiam apostar qual música chegaria ao topo da parada do Spotify.
Conforme revelou a revista WIRED, um apostador especializado em mercados culturais percebeu que a alta de "Earrings" era estatisticamente improvável e alertou tanto o Spotify quanto a Kalshi sobre uma possível manipulação por meio de bots. Depois da análise, o Spotify confirmou que encontrou evidências de streaming artificial, mas não afirmou que a fraude tenha sido motivada pelas apostas.
Artista não é alvo da investigação
Até o momento, não há qualquer indício de que Malcolm Todd ou sua equipe tenham participado da suposta manipulação.
Segundo o Financial Times, a investigação está concentrada na origem das reproduções artificiais e em possíveis tentativas de influenciar mercados de previsão, e não no artista responsável pela música.
Spotify reforça política contra fraudes
Em comunicado enviado à WIRED, o Spotify afirmou que todas as plataformas de streaming enfrentam tentativas constantes de manipulação e destacou que utiliza sistemas próprios para identificar reproduções não autênticas.
A empresa explicou que, quando confirma casos de streaming artificial, remove essas reproduções das estatísticas públicas e não paga royalties referentes a elas.
Caso reacende debate sobre manipulação nas plataformas
Embora o uso de bots para inflar números de músicas não seja uma novidade na indústria, especialistas apontam que o crescimento dos mercados de previsão cria um novo incentivo para esse tipo de fraude.
De acordo com o Financial Times, o episódio levanta questionamentos sobre a vulnerabilidade de plataformas que utilizam dados públicos — como rankings musicais — para definir resultados financeiros em apostas.
Enquanto a Kalshi informou que investiga o caso, o Spotify reforçou que continuará monitorando atividades suspeitas para preservar a integridade de seus rankings e garantir que as paradas reflitam apenas reproduções genuínas.













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