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Wagner Moura brilha na Variety: o que o astro brasileiro disse em entrevista marcante

Aos 49 anos, Wagner Moura vive um dos momentos mais intensos e influentes de sua carreira internacional — e isso ficou claro na entrevista que o ator concedeu à revista norte-americana Variety, publicada em 29 de janeiro de 2026.



Em meio à temporada de premiações e à forte presença de 'O Agente Secreto' nas conversas de cinema global, Moura usou seu espaço para falar sobre cinema, política, identidade e o papel dos artistas em tempos turbulentos — com reflexões que ultrapassam o tapete vermelho.


Da política brasileira à democracia global

O ator não hesitou em abordar temas políticos profundos. Em determinado momento da conversa, ele lançou um aviso direto ao público americano: “Vocês nunca viveram uma ditadura. Vocês não sabem o que é isso, qual é a sensação ou o quão ruim é”. A fala foi um convite a refletir sobre a fragilidade das democracias e como elas podem ser corroídas mesmo em sociedades tradicionais de direitos civis.


Essa linha de pensamento foi diretamente conectada ao longa que o colocou no centro das atenções do Oscar: 'O Agente Secreto', dirigido por Kleber Mendonça Filho. O filme, ambientado na era da ditadura militar brasileira, é atualmente um dos destaques da temporada — com quatro indicações ao Oscar, incluindo Melhor Ator para Moura.


A própria produção nasceu de uma “urgência coletiva”, nas palavras do ator, inspirada pela experiência brasileira recente com governos autoritários.


Identidade e responsabilidade artística

Além da política, Moura também falou sobre sua trajetória e as escolhas que moldaram sua carreira. Depois do sucesso internacional com a série Narcos, ele tomou decisões conscientes de não reforçar estereótipos de latinos em Hollywood — um tema que ele abordou com franqueza em outras entrevistas e que ecoa na conversa com a Variety.


Essa postura estratégica ajudou a transformar o brasileiro em uma voz respeitada não apenas como intérprete, mas como artista com senso de responsabilidade social. Para ele, o cinema tem um papel crucial em tempos de crise: provocar pensamento e dar voz a histórias que importam.




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